quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O Eu Quem Sou

Eu sou um mundo inquieto!
Orbitado pelos estímulos mais diversos,
Sou um vórtice no plano cartesiano
Dos desejos oblíquos e transversos,
Sou o físico ora etéreo, ou quântico, talvez,
Totalmente indefinível e certamente defectível,
Um porífero seco e sedento, ou um elemento
De meia-vida incertamente breve.
Quem Eu Sou?

Sou efêmero como a flor e vistoso como o fruto,
Não tão forte quanto o tronco,
Mas contundente como a coifa
Que a rocha rompe ao encalço d'água,
Sou persistente tal qual rizoma
E perspicaz como folhas fotossintéticas
Que energia em matéria convertem
E o combustível, primário à vida, vertem.
Sou Eu Quem

Flerto com as ciências e por ora
Desprezo os dogmas, para a nova teoria formular
E, então, unificar o entendimento da psique e do organismo,
Da razão e da emoção, ou do calculável e do ininteligível.
Abstenho-me das falácias intrínsecas na lógica
Aventando hipóteses sobre o Eu Quem Sou.
Eu sou o método mutável e incorruptível,
Sou a problemática intransponível do ser pensante,
Racional, talvez. Eu Sou Quem?

Sou o sujeito oculto nas entrelinhas do prefácio da existência
Sem a conclusão do que jamais fora indeterminado.
Sou sintaticamente analisável e não sistematicamente mensurável.
Brilho como milhares de nebulosas e quasares 
E me apago na singularidade de um buraco negro,
Tão singular quanto minh’alma é!
Sou a variável interveniente ao ócio dos que me cercam
E o curto pavio para o conformismo dos que me rodeiam.
Quem Sou Eu?

Sou o filho e o irmão, ou o pai e o companheiro,
A criança e o homem, ou a lei e a transgressão,
Sou o certo polvilhado pelo errado,
A obstinação carregada de enfado.
Sou o sonho impregnado pela decepção,
Sou a pergunta para todas as respostas perenes!
Não sou a crença, tampouco o discernimento.
Não sou maniqueísmo sem dualidade, ou unigênita verdade.
Quem Eu não Sou?

Não sou a certeza da dúvida, mas sim a dúvida da certeza.
Sou a indagação do que não pôde ser argüido,
O pictograma indecifrável de sinfonia audível,
Um Homo sapiens ignóbil e um passo apenas.
O fenótipo frágil de um genótipo dubiamente miscigenado,
O degrau e um elo no abstrato cladograma antropóide.
Sou um ínfimo broto na árvore filogenética do raciocínio!
Sou Eu parte de um Todo?
Ou É Tudo parte de Mim?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sustentabilidade... voilà!


Amada pelos fiéis catadores
E reciclada nas várias vidas,
Que poupou até nas calorias,
Conservando do conteúdo o sabor,
A Latinha de Alumínio, um dia,
Compadeceu-se com fervor,
Pelo seu pobre amigo da lida,
O ora Copinho Plástico
Esquecido nesta vida!

Ignorou a ignorância a Ele conferida
Pelo seu pouco ou nenhum valor,
Decidindo levá-lo consigo,
Declarou em tom de dor:
"Só vivo de novo nesta vida
Se viver também comigo
O meu amigo de Labor!
Reciclem também o Copinho,
Peço-lhes por favor!"

Marlon M4




domingo, 22 de agosto de 2010

FAB abre concurso - 160 vagas para 23 profissões


A Força Aérea Brasileira inscreve entre os dias 16 de agosto e 23 de setembro para o exame de admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais Temporários (EAOT). Esse ano foram abertas 160 vagas para 23 profissões. O valor da taxa de inscrição é de R$ 100,00. Para inscrever-se o candidato não deve completar 43 anos até o dia 31 de dezembro de 2011.

O Processo Seletivo é constituído das seguintes etapas: Exame de Escolaridade e Conhecimentos Especializados, Inspeção de Saúde (INSPSAU), Exame de Aptidão Psicológica (EAP) e Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF). A prova escrita ocorre no dia 21 de novembro em dezesseis cidades brasileiras. A prova de redação será aplicada apenas para as especialidades de Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Serviços Jurídicos, Pedagogia e Magistério.

O candidato aprovado em todas as etapas do certame fará o Estágio, que tem duração de 13 semanas, no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG). Concluindo-o com aproveitamento, será nomeado Segundo-Tenente, sendo designado para servir em Organização Militar da localidade escolhida no ato da inscrição. O edital pode ser acessado na página www.fab.mil.br.


LOCALIDADES PARA REALIZAÇÃO DAS PROVAS
Belém – PA , Recife – PE, Fortaleza – CE, Salvador – BA, Natal – RN, Rio de Janeiro – RJ, Belo Horizonte – MG, São Paulo – SP, Campo Grande – MS, Canoas – RS, Curitiba – PR, Florianópolis – SC, Brasília – DF, Manaus – AM, Boa Vista – RR, Porto Velho – RO,

Vagas por Especialidades :
Administração (ADM) – 07; Análise de Sistemas (ANS) – 15; Arquitetura (AQT) – 02; Arquivologia (AQV) – 04; Serviço Social (ASS) – 09; Biblioteconomia (BIB) – 05; Ciências Contábeis (CCO) – 11; Economia (ECO) – 03; Educação Física (EFI) – 03; Enfermagem (ENF) – 25; Estatística (EST) – 06; Fisioterapia (FIS) – 03; Fonoaudiologia (FON) – 04; Jornalismo (JOR) – 03; Magistério Língua Inglesa (MLI) – 01; Nutrição (NUT) – 05; Pedagogia (PED) – 11; Psicologia Educacional (PSE) – 04; Psicologia Clínica (PSL) – 11; Psicologia Organizacional e do Trabalho (PSO) – 09; Publicidade e Propagada (PUP) – 02; Relações Públicas (REP) – 05; Serviços Jurídicos (SJU) – 12.

A matéria também está disponível no link:

Vídeo sobre o trabalho dos Oficiais Temporários está disponível em:

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Último Mestre do Ar


Idealizei, há uns dois anos, como seria esse filme caso fosse produzido. O impressionante é que está exatamente como eu pensei, e até melhor, mas o seu grande barato mesmo é a trama que mexe com o nosso imaginário, aguçando o delírio milenar compartilhado por várias culturas da espécie humana - se não for por todas - obter o total controle sobre os quatro elementos aristotélicos: Terra; Fogo; Água; e Ar.
Bastasse que controlássemos apenas um deles. Há quem diga, ainda, que já domamos muito bem o fogo, a força nuclear fraca, etc.

No entanto, penso que ainda há muito o que controlar, a começar pelo controle do nosso lixo através da reciclagem dos materiais nele aproveitáveis.

Tá bom, tudo bem, mas acho mesmo que o filme vai ser muito bom! E eu vou assistir.


Marlon M4

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Butanol - Combustível Verde

Hoje recebi uma notícia muito legal por e-mail, é que escoceses criaram um combustível verde a partir de subprodutos da fabricação de uísque. A mesma pesquisa que utilizou a tecnologia para fabricar explosivos durante a 2ª Guerra Mundial, agora vai ajudar a recuperar o meio ambiente. A substância resultante é 25% superior ao etanol, afirmam os cientistas.


Cientistas da Escócia criaram um novo biocombustível feito com subprodutos do processo de destilação do uísque. Segundo os pesquisadores, a substância resultante – butanol – é superior ao etanol, com 25% mais energia por unidade de volume. O biocombustível também poderia ser usado em motores não convertidos, com qualquer mistura de gasolina.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Grande Disputa por Cérebros





Recebi esta matéria internacional - THE WASHINGTON POST - de um amigo e resolvi postar aqui, pois é bem interessante:


A grande disputa por cérebros 06/08/2010 - 00:00

A transmissão do conhecimento constitui um novo tipo de livre comércio, o de mentes, e o protecionismo não é positivo THE WASHINGTON POST

Por décadas, as universidades de pesquisa nos EUA foram as líderes mundiais no campo das ciências e da engenharia, imbatíveis desde a 2.ª Guerra pelo volume e excelência do conhecimento e inovação que criavam. Mas há sinais cada vez mais nítidos de que o restante do mundo vem conquistando terreno muito rápido, criando novas universidades, melhorando as existentes, competindo energicamente pelos melhores alunos e recrutando PHDs nos EUA, convencendo- os a retornar ao país para trabalhar em laboratórios das universidades e da indústria.

A ordem hierárquica no campo acadêmico está em vias de se inverter? Quase 3 milhões de jovens estudam fora do seu país natal - um aumento de 57% na última década. Os estudantes estrangeiros predominam em muitos cursos de doutorado nos EUA, representando 64% dos PHDs em ciência da computação, por exemplo. As universidades de Pequim e Tsinghua juntas ultrapassaram Berkeley com o maior número de alunos em doutorado nos EUA.

Metade dos melhores físicos do mundo não trabalham mais em seus países de origem. E grandes instituições, como as universidades de Nova York e de Nottingham, estão criando filiais no Oriente Médio e na Ásia. Existem hoje 162 campus satélites em todo o mundo, um aumento de 43% somente nos últimos três anos.

Ao mesmo tempo, um número crescente de países que tradicionalmente são os que mais enviam estudantes para fora, desde a Coreia do Sul até a Arábia Saudita, procuram melhorar a qualidade e a quantidade dos seus próprios cursos de graduação, travando uma feroz e dispendiosa disputa para recrutar estudantes e criar universidades de pesquisa de classe mundial.

Durante sua campanha em 2008, o então candidato Barack Obama falou em tom alarmante sobre a ameaça dessa concorrência acadêmica para a competitividade dos EUA. "Se quisermos continuar construindo os carros do futuro aqui não podemos nos permitir ver o número de doutorados em engenharia aumentando na China, na Coreia do Sul e no Japão, ao mesmo tempo que se observa uma queda aqui nos EUA", declarou Obama.

Essa preocupação não se restringe apenas aos EUA. Em alguns países, o nervosismo envolvendo essa competição no campo educacional e a fuga de cérebros resultou num forte protecionismo acadêmico. Índia e China são conhecidos pelos obstáculos burocráticos e legais que colocam  às universidades ocidentais que pretendem instituir campus satélites nesses países para atender estudantes locais.

Muitas vezes, os alunos que querem deixar o país também enfrentam barreiras. Há alguns anos, o presidente de um prestigiado instituto de tecnologia na Índia proibiu seus formandos de aceitar estágios remunerados acadêmicos ou em empresas no exterior.

Há ainda outros impedimentos à  mobilidade global que não são declaradamente protecionistas, mas limitam o acesso às universidades em todo o mundo. Nos anos posteriores aos atentados de 11 de setembro de 2001, por exemplo, preocupações legítimas com a segurança causaram enormes adiamentos na concessão de vistos e transtornos de caráter burocrático para estrangeiros que aspiravam estudar nos EUA. O número depois aumentou, mas persistem limites severos para vistos de trabalho e residência, que deveriam servir como atração para os mais brilhantes estudarem nos EUA.

Talvez parte da preocupação com esses novos empreendimentos acadêmicos no plano global seja compreensível, especialmente num período de grande incerteza econômica. Mas o protecionismo na área do ensino é um erro tão grande quanto o protecionismo comercial. A globalização do ensino superior deve ser estimulada, não temida - também nos EUA. Existem todas as razões para se acreditar que a disputa global pelo talento humano, a corrida para se produzir uma pesquisa inovadora, o movimento para estender os campus universitários a múltiplos países, e o ímpeto para preparar estudantes talentosos que poderão trazer mais vigor para economias com base no conhecimento, serão muito bons para os EUA também.

Sobretudo, porque a expansão do conhecimento não é um jogo de soma zero. Um maior número de doutorados e o florescimento da pesquisa na China, por exemplo, não vão tirar o acervo de conhecimento dos EUA. Como o conhecimento é um bem público, os ganhos intelectuais de um país sempre beneficiam outros. A pesquisa chinesa poderá muito bem fornecer as bases para empreendedores americanos, ou de outros países, inovarem.

Da mesma maneira que o livre comércio se traduz em produtos e serviços mais baratos, beneficiando produtores e consumidores, a competição acadêmica global terá como resultado uma livre movimentação de pessoas e ideias, com base no mérito, o que será muito positivo para os indivíduos, universidades e países. Hoje, a transmissão e a mobilidade do conhecimento, sempre constantes, constituem um novo tipo de livre comércio, o de mentes.

A redução gradativa no número de estudantes no mercado americano, ou a emergência de novos concorrentes ambiciosos na Ásia, na Europa e no Oriente Médio, não significam que as universidades americanas estão em rota inevitável de declínio.

Resistindo às barreiras protecionistas, internamente e no exterior, continuando a recrutar e acolher os melhores estudantes do mundo, enviando mais alunos para o estrangeiro, fomentando uma colaboração entre nações no campo da pesquisa e fortalecendo suas próprias universidades de pesquisa, os EUA conseguirão manter a excelência acadêmica já estabelecida e ao mesmo tempo expandir a soma da prosperidade e do conhecimento globais.

TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

 PESQUISADOR SÊNIOR DA KAUFFMANN FOUNDATION

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Empregos Verdes - Uma Tendência Mundial

Devido à relevância do tema e pela notória importância da formação de uma nova consciência ambiental sustentável, a seguir reproduzo uma matéria publicada em 29 de julho de 2010 em O Globo On line por Mariana Belmont:
A preocupação mundial com o meio ambiente desencadeou uma tendência no mercado de trabalho: o surgimento de novos cursos de formação para quem busca uma oportunidade nos chamados empregos verdes. A reciclagem e os biocombustíveis são apontados como os setores que mais oferecem empregos verdes no Brasil. Mas não são as únicas. Reaproveitamento de resíduos, agricultura orgânica, biocosméticos, construções verdes e turismo ecológico também são setores fortes, segundo especialistas.
O Senac-Rio acaba de lançar a especialização técnica "Segurança e gestão de resíduos", com duração de 300 horas, voltada para técnicos em segurança do trabalho, química e meio ambiente. O curso aborda, entre outros assuntos, orientações específicas para o desenvolvimento de planos de gestão de resíduos para estados, municípios, empresas, condomínios ou escolas, seguindo a legislação vigente.
O curso está sendo oferecido na unidade de Teresópolis, cidade escolhida por fazer parte do primeiro aterro sanitário consorciado do estado. O aterro, que servirá de estudo de caso, recebe diariamente aproximadamente 130 toneladas de lixo das cidades de São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro, Carmo, além de Teresópolis, e beneficia cerca de 200 mil moradores.
Outras especializações oferecidas pelo Senac Rio neste segmento são a especialização técnica "Segurança ambiental" (300 horas), voltada para técnicos em segurança do trabalho, química e meio ambiente, e a pós-graduação "Educação ambiental" (360 horas), voltada para profissionais de nível superior em qualquer área. Informações e inscrições pelo site do Senac ou pelo telefone (21) 4002-2002.
A Universidade Veiga de Almeida oferece o MBA "Planejamento e gestão ambiental", além dos cursos de graduação em engenharia ambiental e graduação tecnológica em gestão ambiental.
Especialista em arquitetura ambiental e construções sustentáveis, o coordenador do MBA "Planejamento e gestão ambiental", Cezar Pires, ressalta a urgência da adoção de conceitos de sustentabilidade no Brasil também por conta da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio:
Um dos argumentos defendidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro para realizar os jogos de 2016 no Rio foi a ênfase na realização de uma Olimpíada verde, a mais sustentável e ambientalmente correta da história. E certamente esta será uma promessa acompanhada de perto pelo Comitê Olímpico Internacional.
O coordenador do curso de graduação tecnológica da universidade, Eduardo Pimenta, ressalta que o salário de um gestor ambiental recém-formado varia entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.
As perspectivas são as melhores possíveis, com empregabilidade a curto prazo. O mercado precisa atender a demanda reprimida de gestores em meio ambiente com conhecimento, visão e titulação na área - afirma.
Outras informações sobre os cursos da Veiga de Almeida podem ser obtidas no site da universidade ou pelo telefone 2574-8835.
O FGV Management, da Fundação Getúlio Vargas, oferece, em sua grade, o MBA "Gestão ambiental". Para quem tem dificuldade de encaixar o curso nos seus horários disponíveis, pode optar por programas a distância - todos com duração de 30 horas. Entre os da área, há "Gestão ambiental e desenvolvimento sustentável", "Instrumentos de gestão ambiental empresarial", "Políticas de meio ambiente" e "Responsabilidade socioambiental". Mais informações podem ser obtidas no site da instituição.
Na Universidade Estácio de Sá, há as pós-graduações "Qualidade, segurança, meio ambiente e saúde" e "Gestão ambiental", ambas com carga horária de 390 horas. As próximas turmas começam em setembro. Outra opção é o curso de extensão "Energias alternativas", com duração de 24 horas. A próxima turma terá início em outubro. Outras informações pelo telefone 3231-0000 ou pelo site da universidade.

Mas só imprima se for realmente necessário, o meio ambiente agradece.


Nesses novos dias é importante que estejamos preparados para o mercado de trabalho que, agora, visa a utilização de tecnologias sustentáveis, fontes limpas de energia e recursos para suprir os seus meios, por isso é que profissionais qualificados para lidarem com essa nova realidade serão mais bem pagos e valorizados.
Essa é tendência global!
E você, está pronto? Se não, apresse-se pois o planeta precisa de você.