domingo, 31 de outubro de 2010

Descoberta Vida Extraterrestre



O curioso Ser aí da foto foi chamado pelos cientistas de Prateado e é um espécime de um povo recém descoberto e ainda desconhecido. Seu corpo, apesar de apresentar simetria bilateral - antimeria - e estratificação, não obedece a princípios básicos de construção corporal humana como metameria e paquimeria. Não possui orifício oral nem aboral, tampouco olhos ou nariz. Sua respiração se dá por simples difusão cutânea, na qual inspira silano - abundante em seu planeta de origem - e expira CH4 - metano -.


A nutrição se dá pela absorção de energia pura - na forma de plasma - e de hidrocarbonetos líquidos que escoam sobre a superfície rochosa do planeta. A base molecular orgânica de suas células não é o carbono, mas sim o silício - um semicondutor natural - daí a capacidade de se nutrir através da energia que, em seu planeta, flui sob a forma de plasma, semelhante àquele observado em Bobinas de Tesla aqui na terra. Esse fenômeno ocorre graças ao solo do planeta que é rico em metais como cobre, ferro e zinco. A tectônica de placas e a circulação do manto, além de gerarem eletrostática e o magnetismo essencial à manutenção da atmosfera planetária, também produzem feixes de plasma em certos pontos da superfície do planeta.


O Prateado não apresenta sistema circulatório. Sua reprodução ocorre pela da secreção de gametas através de gonóporos situados na região ventral, no entanto, é hermafrodito. Há indícios de que a espécie realiza intensa manipulação genética. É inteligente, mas não possui sistema nervoso central. Seu sistema nervoso é composto por subunidades nanométricas de processamento. A comunicação com outros da espécie é muito complexa e, ainda, ininteligível para seres humanos. Acredita-se, porém, que ela funcione como algum tipo de conexão sem fio, como em aparelhos celulares aqui da terra - ex. bluetooth -.


Seu planeta natal é em um orbe rochoso, recém descoberto na Via Láctea, que orbita a estrela Eta Carinae, um mundo inóspito e nada familiar. No entanto, sabe-se que um dia em seu planeta pode durar até cinco anos terrestres! Enquanto um ano por lá pode durar até 300 anos daqui, isso, graças à órbita longa e irregular que o planeta percorre em volta da sua estrela. As oscilações de temperatura também são de grande amplitude. A sobrevivência por lá só é possível devido a especializações como a quimiotrofia e a absorção da energia proveniente das descargas elétricas comuns na atmosfera do daquele planeta. Abrigam-se sob do solo em estruturas muito bem adaptadas às intempéries planetárias. Descobriu-se, também, que existe uma sociedade bem estruturada na qual se desenvolveu uma cultura muito complexa.


Estudos posteriores hão de elucidar os dados até agora coletados sobre esse estranho, mas fascinante, Ser.

Marlon M4
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