domingo, 31 de outubro de 2010

Privacidade e Canja de Galinha

É mesmo, talvez ainda tenhamos que nos acostumar com a falta dela hoje em dia. Com a implantação dos famigerados pré-cadastros, em lojas e afins, parece que qualquer um sabe quem somos e do que gostamos. Quase sempre nos surpreendemos confirmando algum dado, “só pra efeito de segurança senhor!” Quem nunca ouviu isso? Pois é. As instituições não apenas nos rastreiam e nos viciam com os seus produtos e serviços, como também nos controlam! Assustador, não é? Que nada! Normal. Atualmente não sobrevivemos mais sem isso. O que acontece, é que o tema já deu “pano pra manga”, inclusive em tribunais. Várias empresas já tiveram de pagar gordas indenizações a custo da apropriação indevida de informações mais delicadas. No entanto, a apropriação nem é o mais grave, o que é mesmo inaceitável é a divulgação de tais informações.


Quem nunca recebeu uma ligação, no aconchego do seu lar, na qual diziam: “o senhor não gostaria de um cartão de crédito? Ah sim! Não? Então, que tal um empréstimo?” Ora bolas! Quem dá o nosso número de telefone pra eles? Será possível? Isso é sim quebra de privacidade e com respaldo legal previsto no nosso desconhecido Código de Defesa do Consumidor - CDC -. Quase ninguém sabe disso!

Mas, confesso que o que me deixa realmente incomodado é o fato de que esses cadastros não são só exclusividades de pessoas jurídicas. Certa vez, fiquei sabendo de um caso, no mínimo constrangedor. Uma funcionária da então Telemar, através de uma colega que era funcionária da Vivo, conseguiu todas as informações da amante de seu namorado! Apenas com o numero de telefone da mal fadada senhorita encontrado no histórico de chamadas do cara. Por certo, não relatarei aqui o desenrolar dessa novela, porém, fica claro que não houve ética nenhuma para com as informações do adulterador! - rs -.

Tratemos agora das redes sociais na Internet. Ah! Essas sim é que são bem legais de discutir, pois é lá mesmo que as pessoas colocam - voluntariamente - as informações que, em tempos mais “dourados”, demoraríamos até um ano de convivência para descobrir! Agora ficou fácil agradar o pretendente e sem galanteios por devaneios, tudo é bem real e prático, até demais. Ta tudo lá: Prato predileto; RG; CPF; PIS; número do sapato; etc. Agora só resta marcar: No seu ap. ou no meu? Não me acostumo com isso, ainda prefiro as pessoas de verdade, e não seus portfólios. Aonde chegaremos? Não tenho a mínima idéia. Contudo, sei de uma coisa: um pouquinho de privacidade não faz mal a ninguém. Não é? É como canja de galinha.
Marlon M4
Saiba mais:


br-linux.org/2008/privacidade-na- internet-parte-1/

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