terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Top 10: Animais estranhos e raros



Saiba mais sobre alguns dos bichos esquisitos que ainda estão vivos entre nós. Por Redação Galileu: O site The List Universe fez uma lista de animais com aparência bem estranha. Todos os membros desta seleção ainda vivem entre nós, mas muitos deles estão ameaçados de extinção. A maioria corre perigo devido ao desmatamento que acaba com o habitat natural dos bichos. Outros animais estão correndo o risco de serem exterminados da Terra justamente por sua aparência incomum que atrai colecionadores, como é o caso do número 2.
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domingo, 11 de dezembro de 2011

O pior cego é o que pensa que vê!




Minha filha (e toda a sua geração) sempre usou uma expressão que gosto muito: fulano “se acha”! Agora ela introduziu uma outra, mais precisa ainda, para designar a arrogância daqueles que se acham donos do mundo e da verdade: o tal fulano não “se acha” mais, ele agora “se tem certeza”!!!!! Quem “se tem certeza” não aprende nada. E enxerga menos ainda. O pior cego é o que pensa que vê!!!!


Quase todos nós temos a sensação de que estamos vendo tudo. Muitos, para não correr o risco de ficar por fora, estão 24h ligados no Twitter, Facebook, Internet... Alguns têm dois ou três celulares, outros dormem com ele debaixo do travesseiro! Como diria Francisco Varela, nossa realidade sensorial nos parece 100% completa, sem nada faltando. Se outra pessoa vê outra coisa, isto é sinal evidente de que ela está errada, de que ela está vivendo em outro mundo, irreal e imaginário. O “nosso” mundo é que é “real”!

O que vemos no nosso mundo quando vamos contratar um funcionário? Seu currículo e a maneira como ele se comportou durante a entrevista. O que vejo quando vou dar uma nota para uma aluna? O que ela escreveu na prova. O que vemos quando olhamos para uma mulher ou para nosso namorado?

Se repararmos bem, em todos os casos, o outro nos parece 100% como a identidade que foi construída pela relação conosco. Um pai vê sua filha na mulher que está sendo contratada pelo homem que a vê como uma profissional, que estuda na sala com uma amiga que a vê como a amiga que minutos antes era vista como aluna pelo professor! Aí está, talvez, nossa primeira cegueira: não enxergamos a pessoa, apenas uma faceta (imaginária) que construímos na relação com ela. Devíamos sempre nos lembrar que nossa relação não contempla tudo o que ela efetivamente é.

Mas afinal, quem é “o outro”?

“O mais importante e bonito do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas.” Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas

Além de confundirmos o outro com o pedaço da identidade que apareceu em sua relação conosco, temos um outro ponto cego: quem somos nós, e quem é, efetivamente, o outro? A aluna, a filha, a profissional, a mulher? Tudo isto junto? Esta cegueira sobre quem somos “de verdade” é mais complicada que a primeira.

Há dois anos, desde que vi um vídeo e li o livro The element, do Ken Robinson, pergunto para meus alunos quais são seus talentos e suas paixões. Muitos simplesmente não sabem ou não conseguem responder... Boa parte das pessoas ainda passa a vida odiando o que faz, esperando apenas pelo final de semana. Não sabem quem são ou não conseguem viver o que realmente são ou querem ser. E aí não conseguem dizer nada sobre suas paixões e talentos.

Bom, em primeiro lugar nunca “somos” alguém. Como disse Guimarães Rosa, nunca estamos terminados, estamos sempre em construção... Mas Ken Robinson nos alerta que sem ter clareza de nosso “elemento-chave”, dificilmente conseguiremos seguir adiante na vida. Para ele, a junção do que se faz bem (talento), com o que se ama fazer (paixão) é o elemento-chave no nosso processo de transformação permanente. E esta clareza sobre quem queremos ser, só nós podemos ter.

E dai?

“O mundo se divide em duas categorias de pessoas: aquelas que dividem o mundo em duas categorias e aquelas que não.” Ken Robinson

Um dos motivos do porque me parece absurdo que os seres humanos sejam classificados em “raças” ou “categorias” é exatamente o fato de que: i) não somos apenas negros ou brancos ou pardos ou homens ou mulheres ou matemáticos ou professores ou engenheiros... Somos muitos num só; e ii) o outro, e nós, somos seres em permanente transformação.

“Ninguém transforma ninguém. Ninguém se transforma sozinho. Nos transformamos no encontro” Paulo Freire

E é por estes motivos que algumas relações são tão transformadoras. Quando um profissional se sente valorizado, integrado e ligado no que está fazendo ou quando uma mulher realmente se sente viva, inteira e desejada numa relação, todas as outras identidades conseguem sentir esse calor. A pessoa inteira fica feliz.

Os dois pontos cegos são inseparáveis. Nunca conseguimos superar inteiramente esta cegueira dupla. Ao tentarmos nos aproximar da totalidade do outro, percebemos que ela é inatingível, e sempre se transformando, como um alvo móvel.

Muitos acham que o melhor é ter alguém “que nos ame e nos aceite do jeito que somos”. Acho pouco. O caminho talvez seja amar incondicionalmente. Amar aquilo que o outro é, e aquilo que o outro ainda não é. E entender, como diria o meu grande amigo Zeca, que “a minha liberdade começa não quando termina a dos outros, mas quando começa a do outro”.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A Via Láctea e seus 50 bilhões de mundos

Publicado em 22.02.2011
Foto:  Imagem infravermelha do núcleo da Via Láctea, fotografada pelo Telescópio Espacial Spitzer (NASA/JPL-Caltech/S. Stolovy SSC/Caltech)
Sábado, 19 de fevereiro de 2011
Que tal este cálculo astronômico? Existem pelo menos 50 bilhões de exoplanetas na nossa galáxia. E tem mais: os astrônomos calculam que 500 milhões destes mundos alienígenas provavelmente se localizam no interior das zonas habitáveis de suas estrelas.
Então, quantos destes planetas abrigam a vida? Infelizmente, não há uma estimativa para esta pergunta.
Este anúncio foi feito no sábado pelo cientista-chefe da Missão Kepler, William Borucki, da Associação Americana pelo Avanço da Ciência, em Washington DC. Na verdade, a missão não contou 50 bilhões de exoplanetas, mas chegou a este número pelas extrapolações dos dados registrados pelo telescópio espacial até esta data.
Por exemplo, como a missão Kepler localizou 1.235 candidatos a exoplanetas até agora – 53 dos quais orbitam estrelas em suas zonas habitáveis – e sabendo aproximadamente quantas estrelas existem na nossa galáxia (acredita-se que existam cerca de 300 bilhões de estrelas na Via Láctea), pode-se gerar uma estimativa de quantos planetas estão orbitando estas estrelas.
A missão Kepler estudou apenas 1/400 do céu, e pode detectar apenas os exoplanetas que passam diante (ou estão “em trânsito”) de suas estrelas-mãe. No entanto, é preciso mais tempo para detectar exoplanetas que orbitam a uma distância maior de suas estrelas.
Considerando todos estes fatores, pode-se gerar uma estimativa mais baixa. Mas é provável que existam mais do que os 50 bilhões de planetas que Borucki descreve.
Calcular esta estimativa é relativamente simples, mas calcular quantos destes mundos poderiam abrigar vida é mais complicado. Como sabemos que a vida só existe em um único planeta da Via Láctea (a Terra, caso ainda tenham alguma dúvida), nenhuma suposição estatística pode chegar a uma estimativa do número de seres extraterrestres da nossa galáxia.
Tais estimativas podem parecer triviais, mas colocam a busca por extraterrestres em perspectiva. Existem pelo menos 50 bilhões de planetas capazes de desenvolver formas básicas de vida? Quantos deles permitiriam a evolução de civilizações avançadas?
Se existem alienígenas lá fora, a próxima pregunta de Borucki é: “por que ainda não nos visitaram?”. Ao que ele mesmo respondeu com: “eu não sei”.
Eu me pergunto se algum dia saberemos…

Atualizando: Por Natasha Romanzoti em 6.12.2011 as 20:01

Primeiro planeta parecido com a Terra é encontrato: Kepler 22-b

Cientistas confirmaram a existência de um planeta semelhante a Terra na “zona habitável” em torno de sua estrela mãe.

Kepler 22-b encontra-se cerca de 600 anos-luz de distância e tem cerca de 2,4 vezes o tamanho da Terra, com uma temperatura de cerca de 22 graus Celsius.

Kepler 22-b está 15% mais perto de seu sol do que a Terra está do nosso sol, e seu ano dura cerca de 290 dias. No entanto, a estrela do planeta anfitrião tem cerca de 25% menos luz, mantendo a temperatura do planeta amena o suficiente para apoiar a existência de água líquida.

Até agora, esse é o planeta mais próximo parecido com o nosso – uma “Terra 2.0″. O que os astrônomos ainda não sabem, no entanto, é se Kepler 22-b é feito principalmente de gás, rocha ou líquidos.

Kepler 22-b era um dos 54 candidatos a exoplanetas em zonas habitáveis relatados pela equipe de Kepler em fevereiro, e é apenas o primeiro a ser formalmente confirmado usando outros telescópios.

Mais “Terras 2.0″ podem ser confirmadas no futuro, apesar de que uma redefinição dos limites da zona habitável trouxe o número de 54 para 48. 10 deles são do tamanho da Terra.

Durante a conferência em que esse resultado foi anunciado, a equipe de Kepler também disse que avistou 1.094 novos candidatos a planetas. O número total de candidatos encontrados pelo telescópio está agora em 2.326 – dos quais 207 são aproximadamente do tamanho da Terra.

Os resultados sugerem que os planetas que vão desde o tamanho da Terra a cerca de quatro vezes o tamanho da Terra – os chamados “super Terras” – podem ser mais comuns do que se pensava.

O telescópio espacial Kepler foi projetado para olhar para uma faixa fixa do céu, para cerca de 150.000 estrelas. O telescópio é sensível o suficiente para ver quando um planeta passa na frente de sua estrela-mãe, escurecendo um pouco a luz da estrela.

Kepler identifica essas pequenas mudanças na luz das estrelas como candidatos a planetas, que são depois confirmados por observações de outros telescópios em órbita e na Terra.

Conforme os candidatos a planetas semelhantes à Terra são confirmados, a Busca por Inteligência Extraterrestre (Seti, na sigla em inglês) tem um foco mais estreito para sua caça.

“Esta é uma oportunidade excelente para observações”, disse Jill Tarter, do Seti. “Pela primeira vez, podemos apontar nossos telescópios para as estrelas sabendo que elas realmente hospedam sistemas planetários – incluindo pelo menos um que se aproxima da Terra na zona habitável em torno de sua estrela mãe”, completa.[BBC].


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Stephen Hawking: o céu não existe

Publicado em 20.05.2011
Hawkings 
Crédito: AP Photo/NASA, Paul E. Alers
Sexta, 20 de maio de 2011
E o mundialmente famoso físico britânico Stephen Hawking acabou dizendo que não acredita no “céu” ou na vida após a morte. Quando morrermos, nossos cérebros param, e depois... acabou.
A morte, segundo Hawking, é ainda pior do que imaginávamos. Nada de portões dourados, renascimento ou anjos tocando harpas nas nuvens. Essas histórias sobre o que acontece após a morte são apenas “contos de fadas”, afirmou Hawking ao jornal inglês The Guardian em uma entrevista recente.
Mas essa opinião seria assim tão surpreendente?
Em setembro do ano passado, eu brinquei chamando Hawking de “encrenqueiro” depois da publicação de seu livro, The Grand Design. Nele, ele corta “Deus” da equação da criação do Universo. "Como existe uma lei como a da gravidade, o Universo pode e irá criar a si mesmo a partir do nada. A criação espontânea é a razão para existir algo em vez do vazio, e por isso o Universo existe e nós existimos”, escreveu ele.
Nesta nova entrevista, Hawking voltou a cutucar a onça com vara curta ao dizer: "Considero o cérebro como um computador que irá parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não existe céu ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pessoas que têm medo do escuro”.
Naturalmente, a declaração causou nova celeuma, irritando quem acredita que Hawking não deveria se imiscuir em questões religiosas. Stephen Green, diretor do grupo Christian Voice, declarou ao Cambridge News que “a comparação com um computador desligado revela um homem que só é capaz de pensar de forma materialista”.
Em vez de debater se o Céu, o Inferno, Deus ou o Chupa-Cabra existem, por que Hawking (mais uma vez) está agitando um pano vermelho diante do touro religioso?
Para começar, ele diz que não teme a morte, já que viveu à sombra desta ameaça por quase meio século depois de ter sido diagnosticado com uma doença neurológica debilitante aos 21 anos de idade. "Vivi sob a perspectiva de uma morte precoce durante os últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas não tenho pressa de morrer. Tenho tantas coisas para fazer antes disso”, comentou. Diante da gravidade de sua doença, Hawking não precisa esperar pelo Céu para se sentir melhor.
Famoso por seu trabalho pioneiro em física teórica, Hawking falou no evento Google Zeitgeist em Londres, na segunda, para responder à questão: "por que estamos aqui?"


Em sua apresentação, Hawking discutiu as flutuações quânticas nos primórdios do universo, que se tornaram as sementes a partir das quais tudo o que existe se formou. Para Hawking, não é preciso haver um “criador” onipresente para formar o universo em que vivemos. Do Big Bang aos dias de hoje, a ciência pode explicar como chegamos até aqui. Não existe um “porquê”; estamos aqui por acaso, e nada mais.
"A ciência prevê que muitos tipos diferentes de universo serão espontaneamente criados a partir do nada. Estamos aqui por força do acaso”, declarou ao Guardian.
Essencialmente, Hawking baseia seu argumento na Teoria-M, uma extensão da teoria das cordas, que especula sobre a existência de 11 dimensões; nossa dimensão espaço-tempo de quatro dimensões, portanto, seria apenas uma parte da história. O primeiro passo para provar as bases da Teoria-M pode vir do Grande Colisor de Hádrons (LHC), que pode vir a descobrir partículas supersimétricas.
Embates com a religião não são novidade, e obviamente Hawking causou alvoroço. Entretanto, religião e ciência são coisas muito distintas. A  não precisa de provas da existência de Deus, do Céu ou do Inferno. A religião é uma estrutura de crenças: nenhuma matemática pode contestar a fé, e nenhuma fé pode provar que um deus existe.
Se Hawking pôde com tanta facilidade refutar a existência do Céu usando equações aborrecidas, por que o Céu não poderia simplesmente ser acomodado nas equações para existir? "Hawking se dispõe a discutir a Teoria-M, na qual o universo teria 11 dimensões. Por que então ele não teria uma décima-segunda dimensão espiritual?”, questiona Green.
Como podem ver, ciência e religião muitas vezes misturam-se tão bem quanto óleo e água.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vazamento de Óleo no Rio de Janeiro


Artigo de Esclarecimento Vazamento de Óleo no Rio de Janeiro - Instituto Ecológico Aqualung

Assessoria de Eventos do CRBio-02 - eventos@crbio-02.gov.br | 23/11/2011 10:18:01

Artigo de Esclarecimento 

Vazamento de Óleo no Rio de Janeiro 
Por Biólogo Marcelo Szpilman* 

O vazamento de óleo na Bacia de Campos e as diversas reações, do público, mídia e autoridades, nos fazem pensar em duas questões que devem ser refletidas. 

1 – Danos ao ambiente e a ingênua hipocrisia 

Devemos entender que a região onde ocorreu o vazamento está localizada no meio do oceano, local onde não há praticamente vida marinha a ser afetada. Apenas grandes peixes oceânicos, tubarões e baleias ocasionalmente poderiam passar pela área, mas o forte cheiro exalado pelo óleo fará com que esses animais evitem essa rota. No entanto, caso uma mancha de óleo atinja alguma área costeira do litoral do Rio de Janeiro, os danos ao ecossistema marinho podem ser consideráveis, pois além dos seres que vivem fixos no substrato marinho, como algas, esponjas e corais, outros pequenos animais, como peixes, crustáceos e moluscos, não conseguiriam fugir da mancha e seriam todos fatalmente afetados. Além disso, os seres humanos e suas atividades recreativas e profissionais (especialmente a pesca) também podem ser prejudicados. 

Não sejamos ingenuamente hipócritas acusando indiscriminadamente todas as empresas que lidam com petróleo __ normalmente quem o faz não deixa de colocar gasolina no seu carro ou de usufruir dos diversos produtos petroquímicos. E usando o carro como exemplo, qualquer pessoa que o dirija pode provocar um acidente. A questão é como essa pessoa agirá após o acidente. O mesmo ocorre com as empresas que lidam com o petróleo. Na prospecção e transporte do óleo, acidentes podem acontecer. A questão é como essas empresas agirão para remediar e combater a poluição por óleo de modo a diminuir ao máximo o impacto provocado. Se a Chevron, empresa responsável pelo vazamento, está agindo em desacordo com as normas de responsabilidade e transparência, com certeza merece ser acusada, cobrada e multada. Se oculta fatos e informações às autoridades brasileiras, está tão somente preocupada com os impactos sobre sua imagem e não com os impactos à Natureza. 

2 – Royaties do petróleo e a divisão dos prejuízos 

Os royalties que são pagos aos estados produtores de petróleo nada mais são do que medidas compensatórias pelos riscos potenciais que a atividade representa ao meio ambiente desses estados produtores. Esse acidente é um claro exemplo dos riscos e danos que a prospecção e transporte do óleo representam ao litoral e às praias cariocas ou capixabas. No entanto, diversos estados da federação, que não produzem uma única gota de petróleo e não correm qualquer risco, querem dividir esses royalties. Mas será que querem e podem dividir os prejuízos também? 

Instituto Ecológico Aqualung 
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010 
Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030 
Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021 
E-mail: instaqua@uol.com.br 
Site: http://www.institutoaqualung.com.br 

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*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é autor do livro GUIA AQUALUNG DE PEIXES, editado em 1991, de sua versão ampliada em inglês AQUALUNG GUIDE TO FISHES, editado em 1992, do livro SERES MARINHOS PERIGOSOS, editado em 1998/99, do livro PEIXES MARINHOS DO BRASIL, editado em 2000/01, do livro TUBARÕES NO BRASIL, editado em 2004, e de várias matérias e artigos sobre a natureza, ecologia, evolução e fauna marinha publicados nos últimos anos em diversas revistas e jornais e no Informativo do Instituto Aqualung. Atualmente, Marcelo Szpilman é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Senso Dúbio: Sejam Bem Vindos!


Senso Dúbio: Sejam Bem Vindos!: http://abcdoamor.wordpress.com/2011/01/04/o-coracao-mais-belo/ O Sexo, sozinho, é um tema que permitiria inúmeras abordagens. Ass...


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Arnaldo Jabor, o twitter e outras mídias sociais


Nessa semana me dei conta de que o Arnaldo Jabor - ou o seu fake - havia desaparecido da minha lista no twitter. Fiquei triste, pois adorava receber os links para as suas falas no site da CBN.
Então, resolvi saber o porquê do seu desaparecimento. Depois de ler algumas coisas pela internet, resolvi compartilhar por aqui também.
Aposto que todos já leram, ou ouviram falar de textos atribuídos ao Jabor pela rede afora. Creio, também, que muitos sabem que ele nega a autoria da maioria desses textos. Pois é, eis um texto retirado do portalodia.com:

Arnaldo Jabor detona o Twitter, Orkut e outras mídias modernas

De acordo com Jabor, esses instrumentos tem contribuído para a difusão de textos falsamente atribuídos a ele, os quais, muitas vezes, acabam por denegrir sua imagem.

O jornalista Arnaldo Jabor assinou um artigo no jornal O Estado de São Paulo no qual critica com veemência algumas famosas ferramentas do mundo virtual, especificamente o Twitter, o Orkut e os Blogs.

De acordo com o crítico, esses instrumentos tem contribuído para a difusão de textos falsamente atribuídos a ele, os quais, muitas vezes, acabam por denegrir sua imagem.

No artigo, intitulado "Blogs, twitter, orkut e outros buracos", ele fala também que os brasileiros são excessivamente orientados por essas novas mídias, o que contribui para o crescimento da ignorância, culminando com a livre atuação e impunidade de políticos corruptos.

Arnaldo Jabor é cineasta, crítico e escritor.

Leia o artigo de Arnaldo Jabor na íntegra:

- Não estou no “twitter”, não sei o que é o “twitter”, jamais entrarei neste terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil “seguidores” no “twitter”. Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser “celebridade” ou usamos esse anonimato irresponsável com nome dos outros. Tem gente que fala para mim: “Faz um blog, faz um blog!” Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, este nome que parece um coaxar de sapo-boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo no saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.

Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões “online” e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.

O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação “em rede” para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas online.

Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no “google”, (“goggles” – olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. 

Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no País, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para “talibanizar” de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ – não viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e “websites”.

ESCRITORES FANTASMAS

O leitor perguntará: “Por que este ódio todo, bom Jabor?” Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.

Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de e-mails me elogiando pelo que eu “não” fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam – “Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...’”

“Não fui eu...”, respondo. Elas não ouvem e continuam: “Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite...’” Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: “Ah... É teu melhor texto...” – e vão embora, rebolando, felizes.

Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um “antispam” para bobagens.

Vejam mais o que “eu” escrevi: “As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!”... Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria “cós acaba!”. Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... (dirão meus inimigos: “Finalmente, ele se encontrou...”)

Vejam as banalidades que me atribuem:

“Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!”
Ou: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!”

Ainda sobre a mulher: “São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades.”
Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui “eu”, a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.

Esta semana descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre “ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem” ou outro em que louvo a estupidez, chamado “Seja Idiota!”...

Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar. Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: “Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada, não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora... O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro – gosta de apanhar...”

E o pior é que muita gente me cumprimenta pela “coragem” de ter escrito esta sordidez.

Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista. É bonito isso?
Fonte: portalodia.com 

Porém, não era isso que eu estava procurando, bem pelo contrário, eu nem sabia que ele não gostava do twitter. Eu era seu seguidor. Agora, eu tenho as minhas dúvidas se o twitter desaparecido era dele mesmo.
Entretanto, encontrei a explicação no site do Jornal do Commercio de Pernambuco:

Twitter de Arnaldo Jabor é hackeado

Perfil do jornalista foi invadido por grupo britânico
Publicado em 19/08/2011, às 15h11
Do JC Online

O perfil do jornalista Arnaldo Jabor no Twitter foi hackeado na tarde desta sexta-feira (19). Os responsáveis pela invasão foram hackers do grupo Script Kiddies, da Inglaterra. Além de sequestrar a página de Jabor no microblog, eles invadiram e alteraram a senha de sua conta de e-mail. Os dados contendo as senhas do Gmail do jornalista e de uma outra jornalista da FSB Comunicação, foram postos online para download. A conta de Jabor no Twitter já foi bloqueada.

O termo script kiddie é usado na subcultura hacker para designar um novato que utiliza programas prontos para realizar ataques simples. O nome do grupo pode ser uma resposta à declaração do Departamento de Segurança dos Estados Unidos, que no início do mês disse em nota que a maioria dos Anonymous não passava de script kiddies. Em seu perfil no Twitter eles afirmam serem apoiadores do grupo Anonymous, mas que "ocasionalmente  hcakeiam só pela diversão".

Contudo, tirem suas próprias conclusões.
Marlon M4
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Eletromicrografia de Insetos e Aracnídeos



USP com UPP

Estudante exibe cartaz que crítica a ocupação da reitoria da USP:

Fonte: UOL



Como medida de apoio ao governo e à PM de São Paulo, a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro anuncia a criação de UPP - Unidade de Polícia Pacificadora - na USP. A medida trará uma resposta ostensiva aos maconheiros quizumbeiros daquela universidade.


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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Histórias do Brasil na TV Brasil!

Combinando informação e entretenimento, série 'Histórias do Brasil' começa a passar na TV Brasil


Conciliar informação com entretenimento. Este é o objetivo da série "Histórias do Brasil", que estreou na segunda-feira passada, às 22h, na TV Brasil. Com dez episódios de 25 minutos cada, a série será exibida de segunda a sexta-feira, até 16 de setembro, narrando vários momentos do passado do país, de 1530, nos primórdios da colonização, a 1958, com a construção de Brasília. Realizada através de uma parceria das produtoras Film Works e Conspiração Filmes com a "Revista de História da Biblioteca Nacional", a obra é dirigida por Arthur Fontes.
- Dentro da Conspiração, eu era quem tinha o perfil ideal para a série. Sempre gostei de programas que falam de história, sou fã dos documentários da BBC (emissora pública britânica). É um nicho ainda pouco explorado no audiovisual brasileiro. E a nossa preocupação no projeto era não fazer uma coisa chata, nós queríamos contar os fatos de uma maneira atraente para o público - afirma Fontes.
Para concretizar o seu intento, o cineasta empregou o formato do docudrama na atração. Cada acontecimento é ilustrado por uma encenação ficcional povoada de personagens comuns: escravos, soldados, mordomos, empregadas, cirurgião, funcionários públicos e comerciantes, entre outras ocupações. Nada de vultos ilustres, ressalta o diretor.
- Optamos por contar o que consideramos a história da vida privada do país para contextualizar melhor a sociedade da época - diz Fontes, que revela curiosidades da produção, gravada ano passado no Rio e em Paraty.
O quintal de uma casa no Alto da Boa Vista serviu como a mata desbravada por bandeirantes. No capítulo dedicado às sociedades literárias secretas, desafiadoras do controle de Portugal na circulação de livros na Colônia, a locação foi iluminada apenas por velas.
Na busca pela fidelidade histórica do programa, a equipe do diretor recebeu a colaboração de historiadores da "Revista de História da Biblioteca Nacional", capitaneados por Luciano Figueiredo, editor do periódico.

Assista os dez episódios a seguir:










terça-feira, 6 de setembro de 2011

Erasmus Darwin


Organic life beneath the shoreless waves
Was born and nursed in ocean’s pearly caves;
First forms minute, unseen by spheric glass,
Move on the mud, or pierce the watery mass;
These, as successive generations bloom,
New powers acquire and larger limbs assume;
Whence countless groups of vegetation spring,
And breathing realms of fin and feet and wing.

A vida orgânica nos mares sem fim
nasceu e cresceu nas cavernas brilhantes das ondas;
primeiro formas minúsculas, invisíveis às lentes,
moviam-se na lama, ou atravessavam os oceanos;
Essas, na explosão de novas gerações,
Novos poderes adquirem e novos membros desenvolvem;
onde inúmeros grupos de vegetação aparecem
E os reinos de organismos de nadadeiras, e pés e asas.

Erasmus Darwin. The temple of nature, 1802

Erasmus Darwin acreditava na evolução, apesar de não propor um mecanismo plausível para ela. Essa tarefa teve de esperar duas gerações, até que seu neto, Charles Darwin, propusesse a teoria da seleção natural.



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