sábado, 30 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Elefantes são "engenheiros" que ajudam na biodiversidade

Segundo pesquisa noticiada pela BBC, áreas destruídas pelos paquidermes têm mais espécias de anfíbios.

Um estudo de cientistas americanos afirma que áreas destruídas por elefantes abrigam mais espécies de anfíbios e répteis do que aquelas que ficam intocadas, o que faz dos paquidermes verdadeiros "engenheiros ecológicos".

Os pesquisadores encontraram 18 espécies de animais em locais altamente danificados pelos elefantes, enquanto as áreas intactas tinham apenas oito. As descobertas foram publicadas na revista African Journal of Ecology.

"Elefantes, junto de algumas outras espécies, são considerados engenheiros ecológicos porque as suas atividades modificam o habitat de uma maneira que afeta muitas outras espécies", explica Bruce Schulte, da Universidade Western Kentucky (EUA). "Eles fazem de tudo, desde cavar com suas patas dianteiras, puxar grama e derrubar grandes árvores. Assim, realmente mudam a paisagem."

O cientista afirma que o sistema digestivo dos elefantes, por não processar muito bem todas as sementes que eles comem, também ajuda na modificação do habitat. "Como as fezes são também um ótimo fertilizante, os elefantes são capazes de rejuvenescer a paisagem ao transportar sementes para diferentes lugares", disse Schulte à BBC.

A equipe da Universidade Georgia Southern (EUA) realizou o estudo entre agosto de 2007 e fevereiro de 2008 no rancho Ndarakwai, uma área de 4,3 mil hectares no nordeste da Tanzânia.

Os cientistas identificaram áreas com grandes, médios e baixos danos causados por elefantes criados livremente, em comparação com uma área de 250 hectares que foi isolada de grandes herbívoros, como elefantes, girafas e zebras. Ao buscar amostras de espécies, os pesquisadores encontraram "uma tendência de maior riqueza em áreas com danos causados por elefantes do que na vegetação florestal."

Melhores amigos dos sapos

No artigo, os cientistas concluem que a diferença na riqueza animal nas áreas danificadas era provavelmente resultado da "engenharia" dos elefantes, gerando novos habitats para uma diversidade de espécies de sapos.

"As crateras e destroços de madeira formados por árvores quebradas e arrancadas pela raiz (aumentaram) o número de refúgios contra predadores", diz o estudo.

Os cientistas afirmam ainda que os locais também favoreceram insetos, que se tornaram uma importante fonte de comida para anfíbios e répteis. Schulte afirma que a descoberta traz implicações para estratégias de manutenção do habitat e da vida selvagem. "Se estamos administrando o habitat, então claramente temos que saber para que o estamos administrando", diz. "O que este estudo aponta é que, embora algumas coisas não pareçam particularmente boas para o olho humano, isso não significa necessariamente que seja prejudicial para toda a vida que está ali."


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domingo, 10 de julho de 2011

Quando eu era Adolescente...


...eu não compreendia o poema de Mario Quintana, melhor seria dizer que eu nem mesmo sabia que era dele - apesar de pensar que o entendia na época -. Seus versos me fascinaram por uma dezena e meia de anos.

Por isso, até hoje - dia em que rasguei -, guardei o amarelado rascunho manuscrito pela Luciana, irmã do Wellington, que, num certo dia, tomou o meu caderno e escreveu aquilo para mim. O caderno, por sua vez, jaz em algum aterro, mas a página eu salvei.

Luciana, menina mais velha, que vivia a apertar as minhas bochechas com tanta violência que a apelidava de Felícia, uma infante alusão à personagem do desenho animado "Tiny Toon" - da nossa época -.

Como me identificava com os versos de Quintana naquela época! Começava a trabalhar, terminava o primeiro grau, longe dos meus pais, muitos sonhos e inúmeras frustrações. Indisciplinado, revoltado e prepotente, não fazia a mínima ideia do tanto que eu caminharia até aqui - hoje -.

Mas, o mais legal é saber que - hoje - eu também não tenho, se quer, ideia da caminhada que ainda me resta! Por isso - apesar de ter rasgado -, ainda me identifico com o texto. No entanto, sou menos prepotente e mais disciplinado, bem como a minha revolta deu lugar a uma plena aceitação. Agradeço, por isso, aos tombos que tomei e aos botes que vida me deu.

Marlon M4

O adolescente

A vida é tão bela que chega a dar medo.
Não o medo que paralisa e gela,
estátua súbita,
mas

esse medo fascinante e fremente de curiosidade que faz
o jovem felino seguir para a frente farejando o vento
ao sair, a primeira vez, da gruta.

Medo que ofusca: luz!

Cumplicemente,
as folhas contam-te um segredo
velho como o mundo:

Adolescente, olha! A vida é nova...
A vida é nova e anda nua
- vestida apenas com o teu desejo!

Mario Quintana
(1906-1994)
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sábado, 9 de julho de 2011

Hino Nacional Brasileiro

Hino Nacional Brasileiro
Num interessante e surpreendente depoimento e na voz dos Soldados da FEB, sob bombardeio, em 1944.
"Depois dizemos: só tem bandido nessa terra! Mas nós não ensinamos a amar a terra como é devido. Quem puder, conserte isso!"


Espera o Brasil que todos cumprais com o vosso dever
Eia! avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai com buril nos pátrios anais o vosso poder
Eia! avante, brasileiros! Sempre avante

Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Eia sus*, oh sus!

* A palavra "sus" é uma interjeição que vem do latim sus: "de baixo para cima"; que chama à motivação: erga-se!, ânimo!, coragem! Neste contexto é sinônimo de "em frente, avante".

Eis o significado dos termos usados na letra do Hino:

Margens plácidas - "Plácida" significa serena, calma.

Ipiranga - É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência.

Brado retumbante - Grito forte que provoca eco.

Penhor - Usado de maneira metafórica (figurada). "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade.

Imagem do Cruzeiro resplandece - O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul que resplandece (brilha) no céu.

Impávido colosso - "Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranqüilo, calmo.

Mãe gentil - A "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos" (os brasileiros) como qualquer mãe.

Fulguras - do verbo fulgurar (reluzir, brilhar).

Florão - "Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América.

Garrida - Enfeitada. Que chama a atenção pela beleza.

Lábaro - Sinônimo de bandeira. "Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos.

Clava forte - Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra.

Fonte: Wikipedia
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