quarta-feira, 11 de abril de 2012

Entropia


O tempo passa. O espaço também! E depois de 50.000 Km, as coisas se nos mostram "velhas", gastas, obsoletas, inservíveis e, até mesmo, deterioradas. Talvez, na verdade, isso seja apenas um viés idiossincrático que podemos ter a respeito delas.

Aí, a gente troca, vende, dá, ou joga fora. E alguém assume o nosso problema. E nós, no entanto, acabamos assumindo outros. Pois, o espaço-tempo continua "passando" ad aeternum, simplesmente, não há exceções.

O fato é que a "desordem" da matéria/energia é perfeitamente natural. Já a "ordem", nem tanto. Essa última é muito mais rara. Na terra, é obra exclusiva dos sistemas biológicos e seus "maravilhosos" engenhos. E no cosmos, é um capricho eventual de algumas supernovas que forjam os elementos mais, ou menos, pesados que constituem os sistemas, os planetas e mesmo outras estrelas.

No universo, o caos é o próprio "equilíbrio" e há quem diga que talvez haja um padrão. Entretanto, não parece ser o padrão imposto por nós.

Absolutamente, nada pode contra a entropia. Nem mesmo o corpo mais jovem, ou ainda o carro mais novo, muito menos o melhor microchip já inventado. Todos perecerão! Cedo, ou tarde.

A obsolescência que o homem não programa intencionalmente em seus construtos, ou prevê catedraticamente acerca dos fenômenos, a natureza já determinou no Big Bang. Desde antes de a manufatura - quando houve - tudo está condenado a perder energia/massa e esfriar, e morrer. O Sol e todas as estrelas...

Inclusive este blog. Contudo, nem por isso foi inútil escrever essas linhas.


Pense nisso.
Marlon M4
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