domingo, 17 de fevereiro de 2013

Doutor médico? Doutor advogado?


É formado, quem tem formação, uai!
É técnico, quem fez curso técnico.
É graduado, quem fez graduação.
É licenciado, quem fez licenciatura.
É bacharel, quem fez bacharelado.
É atualizado, quem fez atualização.
É aperfeiçoado, quem fez aperfeiçoamento.
É especialista, quem fez especialização.
É mestre, quem fez mestrado.
É doutor, quem é médico ou advogado.
Opa! Espera aí. Há algo errado...
Doutor sem doutorado???

Então, de novo esta discussão apareceu no facebook: "os doutores sem doutorado". Pois é, né!? É uma pena que esse título (tão difícil de galgar para tantos profissionais) seja também um pronome e tratamento (da nossa ex-colônia) para algumas profissões mais antigas.

A sociedade deveria continuar evoluindo e acabar com esse costume arcaico e opressor que só serve, em alguns casos, para manifestar o poder sobre outras pessoas menos instruídas ou informadas. Para mim, chamar um jovem médico residente de doutor é a mesma coisa de chamar um fazendeiro de cacau de coronel.

Desculpem-me, mas doutor, de fato, é quem conseguiu passar para um curso de doutorado, cursou durante quatro anos e, ao final, defendeu uma tese acadêmica inédita em uma determinada área do conhecimento humano frente a uma banca formada por pós-doutores e/ou doutores no assunto e conseguiu ser aprovado. A graduação seria só o início dessa caminhada e muitos, simplesmente, não chegam lá.

Há médicos e advogados idosos que nunca, se quer, especializaram-se para o exercício das suas funções. Culpo, em parte, o poder em demasia que lhes é atribuído com essa história de D. Pedro I. Ora, não estamos mais no século XIX e o conhecimento já foi, em parte, democratizado. Ademais, só pra constar, as mulheres têm direitos e a escravidão já acabou!

No entanto, ainda penso que a perpetuação desse equívoco histórico é nossa culpa. Eu não os chamo de doutores. Prefiro senhor médico e senhor advogado, assim como digo senhor professor, senhor porteiro, etc. Não acho que seja falta de respeito e, definitivamente, não preciso me submeter a nenhum interlocutor, independentemente do seu título, cargo, posto, credo ou profissão.

Marlon M4



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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A Santa Ignorância do "fim dos tempos"! Ratz all, folks!


Datena Teólogo, Antropólogo, Sociólogo...

Silas Empreendedor, Economista, Biólogo Evolucionista Comportamental, Geneticista (político, não!)...

Vai ver que foi por isso que o Joseph Ratzinger pediu pra sair...

Nem deus aguenta tanta ignorância, né?


Para refletir:





Ratz all, folks! - The Sun


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